Serra Pelada

BrunoG | Categoria: Filmes.

Filme
Nome Original: Serra Pelada
Traduzido: Serra Pelada
Direção: Heitor Dhalia
Roteiro: Heitor Dhalia
Gênero: Ação
Lançamento: 2014
Exibido no Brasil: 2014
Classificação: 16 Anos
Nota: 7,0
País de Origem: Brasil
Orçamento: –

Sinopse: Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade) são grandes amigos que ficam empolgados ao tomar conhecimento de Serra Pelada, o maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado no estado do Pará. A dupla resolve deixar São Paulo e partir para o local, sonhando com a riqueza. Só que, pouco após chegarem, tudo muda na vida deles: Juliano se torna um gângster, enquanto que Joaquim deixa para trás os valores que sempre prezou. Uma história sobre a febre do ouro, sobre ganância e violência. Sobre uma grande amizade e seu fim.

Trailer do Filme:

Dados do Arquivo
Idioma: Português
Duração: 120 Min.
Qualidade: DVDRip
Qualidade de Audio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Formato: RMVB + AVI
Codec de Video: XviD
Codec de Audio: MP3
Tamanho: 807 Mb
Legenda S/L

Elenco

AVI / S/L
Download Album: UPLOADED
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Crítica: Dirigido por Heitor Dhalia, o filme “Serra Pelada” é um menino que chega em casa feliz, estampando no boletim uma nota oito, e seu pai responde: “Parabéns, filho, mas por que não tirou dez?” Estrelando Wagner Moura e Matheus Nachtergaele como coadjuvantes, a obra mostra o quanto o cinema brasileiro evoluiu e, mais importante, o quanto ainda pode conquistar. Heitor Dhalia cavou fundo, mas falta bastante terra antes de acharmos ouro (primeira e última metáfora com mineração/garimpo na resenha, prometo).

Juliano e Joaquim (respectivamente, o bom Juliano Cazarré e o médio Julio Andrade) saem de São Paulo em busca do ouro na recém-descoberta jazida de Serra Pelada, no Pará. Joaquim é a metade racional, civilizada e “comunista”, que deixa para trás a mulher grávida; Juliano, o “Grandão”, mais instintivo e rude, foge de uma dívida. Em comum, eles tem a amizade de infância e a ambição. No Pará, confrontam-se com garimpeiros, coronéis e muito, muito, muito suor e lama.

Para situar o espectador no mundo do garimpo em Serra Pelada, o filme conta com umas poucas cenas de telejornais da época (início dos anos 1980) e, principalmente, a narração em off de Joaquim. Como forma de oferecer o contexto do lugar, suas hierarquias, gírias e esquemas, a voz de Julio Andrade se prova um acerto; porém, as falas acabam por se tornar didáticas demais. O roteiro tem momentos de qualidade (a comparação com as pirâmides do Egito, por exemplo), então por que mastigar tudo? Para ter certeza que o espectador entenda coisas óbvias, expressas pelas imagens? Parece falta de confiança da equipe no espectador ou, pior, no filme.

Esse didatismo é sem propósito porque o filme se resolve muito bem visualmente, como, por exemplo, na cena do delírio de malária. Com os enquadramentos, Dhalia consegue expressar a claustrofobia que os garimpeiros sofrem com o amontoamento, assim como o clima luxurioso dos prostíbulos e bares no Trinta, a “Las Vegas” do Pará. Marcada também pela direção de fotografia, essa dualidade reflete um filme construído em cima de pares: barbárie x civilização, racionalidade x instinto, violências mentais x físicas. Caso tivesse se aprofundado nessas oposições, o filme poderia se tornar uma versão brasileira de Coração das Trevas, de Joseph Conrad.

Curiosidades: –

Cenas do Filme:
Cena 1
Cena 2

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